domingo, 6 de maio de 2018

Momento de reflexão

  
6º Domingo da Páscoa

São Vicente de Paulo (1581-1660), presbítero, fundador de comunidades religiosas 
Palestra às Filhas da Caridade, 31/07/1634

«O que vos mando é que vos ameis uns aos outros»


A maneira de observardes a vossa regra é viverdes em grande cordialidade e caridade umas com as outras. As pessoas que foram escolhidas para o mesmo exercício devem estar unidas em todas as coisas. Estas filhas foram escolhidas para a realização de um desígnio; mas o edifício não poderá manter-se de pé se não vos amardes umas às outras; será este laço a impedir que ele se desmorone. Disse Nosso Senhor aos apóstolos: «Se quereis cumprir o desígnio que tenho desde toda a eternidade, tende grande caridade». 

Minhas filhas, é verdade que sois enfermas, mas suportai as imperfeições umas das outras. Se não o fizerdes, o edifício desmoronar-se-á e sereis substituídas por outros. E, dado que pode haver antipatias, será bom que troqueis de lugar, com licença das superioras. São Pedro, São Paulo e São Barnabé também tiveram diferendos. Ninguém pode, pois, espantar-se de que os haja entre pobres filhas enfermas. Convém que tenhais a disposição de ir para onde vos ordenarem e mesmo de pedir para tal, dizendo: «Não sou daqui nem dali; sou de onde Deus quiser que eu esteja».

VI Domingo do tempo de Páscoa - Ano B

Domingo, dia 06 de Maio de 2018

Sexto Domingo de Páscoa (semana II do saltério)

Neste Domingo VI da Páscoa a liturgia convida-nos a contemplar o amor de Deus, manifestado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus e dia a dia tornado presente na vida dos homens por acção dos discípulos de Jesus.

A segunda leitura apresenta uma das mais profundas e completas definições de Deus: "Deus é amor". A vinda de Jesus ao encontro dos homens e a sua morte na cruz, revela a grandeza do amor de Deus pelos homens. Ser "filho de Deus" e "conhecer a Deus", é deixar-se envolver por este dinamismo de amor e amar os irmãos.

No Evangelho, Jesus define as coordenadas do "caminho" que os seus discípulos devem percorrer, ao longo da sua marcha pela história... Eles são os "amigos" a quem Jesus revelou o amor do Pai; a sua missão é testemunhar o amor de Deus no meio dos homens. Através desse testemunho, concretiza-se o projecto salvador de Deus e nasce o Homem Novo.

A primeira leitura afirma que essa salvação oferecida por Deus através de Jesus Cristo, e levada ao mundo pelos discípulos, se destina a todos os homens e mulheres, sem excepção. Para Deus, o que é decisivo não é a pertença a uma raça ou a um determinado grupo social, mas sim a disponibilidade para acolher a oferta que ele faz.

Leituras do dia

06 de Maio de 2018
6º Domingo da Páscoa

Livro dos Actos dos Apóstolos 10,25-26.34-35.44-48. 
Naqueles dias, Pedro chegou a casa de Cornélio. Este veio-lhe ao encontro e prostrou-se a seus pés. 
Mas Pedro levantou-o, dizendo: «Levanta-te, que eu também sou um simples homem». 
Pedro disse-lhe ainda: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz aceção de pessoas, 
mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável. 
Ainda Pedro falava, quando o Espírito desceu sobre todos os que estavam a ouvir a palavra. 
E todos os fiéis convertidos do judaísmo, que tinham vindo com Pedro, ficaram maravilhados, ao verem que o Espírito Santo Se difundia também sobre os gentios, 
pois ouviam-nos falar em diversas línguas e glorificar a Deus. Pedro então declarou: 
«Poderá alguém recusar a água do Batismo aos que receberam o Espírito Santo, como nós?». 
E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, pediram-Lhe que ficasse alguns dias com eles. 

Livro de Salmos 98(97),1.2-3ab.3cd-4. 
Cantai ao Senhor um cântico novo 
pelas maravilhas que Ele operou. 
A sua mão e o seu santo braço 
Lhe deram a vitória. 

O Senhor deu a conhecer a salvação, 
revelou aos olhos das nações a sua justiça. 
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade 
em favor da casa de Israel. 

Os confins da terra puderam ver 
a salvação do nosso Deus. 
Aclamai o Senhor, terra inteira, 
exultai de alegria e cantai. 

1ª Carta de S. João 4,7-10. 
Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. 
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. 
Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. 
Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou, e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. 

Evangelho segundo S. João 15,9-17. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou,  também Eu vos amei. Permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. 
Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. 
É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. 
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. 
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. 
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. 
Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. 
O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».

sábado, 5 de maio de 2018

Momento de reflexão


Sábado da 5ª semana da Páscoa

Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, doutor da Igreja
Sobre a Encarnação do Verbo, 27-29; PG 25,143; SC 199.

«Não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo»


A morte, uma vez vencida pelo Salvador e pregada na cruz como que num pelourinho, será pisada por todos os que caminham em Cristo. Prestando homenagem a Cristo, estes zombam da morte, não lhe dão importância e repetem o que foi escrito sobre ela: «Morte, onde está a tua vitória? Inferno, onde está o teu ferrão?» (1Cor 15,55; Os 13,14). [...] Será fraca demonstração da vitória obtida pelo Salvador sobre ela que os cristãos, crianças e jovens, desprezem a vida presente e prefiram morrer a renegar a sua fé? O homem teme naturalmente a morte e a dissolução do seu corpo; mas, coisa extraordinária, aquele que se revestiu da fé na cruz despreza este sentimento natural e, por Cristo, já não teme a morte. [...] 

Se a morte, outrora tão forte e por isso mesmo tão temível, é desprezada após a vinda do Salvador, após a sua morte corporal e a sua ressurreição, é evidente que foi por Cristo na cruz que ela foi aniquilada e vencida. Quando, no final da noite, o Sol aparece e ilumina toda a superfície da Terra, não há qualquer dúvida de que o sol que difunde a sua luz por toda a parte é o mesmo que afugentou as trevas e tudo iluminou. Assim, [...] é evidente que o Salvador manifestado no seu corpo é precisamente Aquele que destruiu a morte e que todos os dias demonstra a sua vitória sobre ela nos seus discípulos. [...] Quando vemos homens, mulheres e crianças correrem a lançar-se para a morte pela sua fé em Cristo, quem seria tão tolo, quem seria tão incrédulo, quem seria tão cego que não compreendesse e pensasse que é Cristo, a quem esses homens prestam homenagem, que dá a cada um a vitória sobre a morte, ao destruir o poder desta em todos os que têm fé n'Ele e ostentam o sinal da sua cruz?

Leituras do dia

05 de Maio de 2018
Sábado da 5ª semana da Páscoa

Livro dos Actos dos Apóstolos 16,1-10. 
Naqueles dias, Paulo chegou a Derbe e depois a Listra. Havia lá um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente e de pai grego. 
Os irmãos de Listra e de Icónio davam dele bom testemunho. 
Querendo Paulo levá-lo consigo, mandou-o circuncidar, por causa dos judeus que havia na região, pois todos sabiam que seu pai era grego. 
Nas cidades por onde passavam, transmitiam as decisões dos Apóstolos e anciãos de Jerusalém, recomendando que se cumprissem. 
Desse modo as Igrejas eram confirmadas na fé e cresciam em número, de dia para dia. 
Como o Espírito Santo os tinha impedido de anunciarem a palavra de Deus na Ásia, atravessaram a Frígia e o território da Galácia. 
Quando chegaram à fronteira da Mísia, tentaram dirigir-se à Bítínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu. 
Atravessaram então a Mísia e desceram a Tróade. 
Durante a noite, Paulo teve uma visão: Um macedónio estava de pé diante dele e fazia-lhe este pedido: «Passa à Macedónia e vem ajudar-nos». 
Logo que ele teve esta visão, procurámos partir para a Macedónia, convencidos de que Deus nos chamava para anunciar ali o Evangelho. 

Livro de Salmos 100(99),1-2.3.5. 
Aclamai o Senhor, terra inteira, 
servi o Senhor com alegria, 
vinde a Ele com cânticos de júbilo. 
Sabei que o Senhor é Deus, Ele nos fez, a Ele pertencemos, somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho. 

Porque o Senhor é bom, eterna é a sua misericórdia, a sua fidelidade estende-se de geração em geração. 

Evangelho segundo S. João 15,18-21. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim. 
Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. Mas porque não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo, é por isso que o mundo vos odeia. 
Lembrai-vos das palavras que Eu vos disse: ‘O servo não é mais do que o seu senhor’. 
Se Me perseguiram a Mim, também vos perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. 
Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que Me enviou».

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Momento de reflexão

  
Momento de reflexão

Sexta-feira da 5ª semana da Páscoa

São João Clímaco (c. 575-c. 650), monge do Monte Sinai 
«A escada santa»

Retirar o precioso do vil, isto é, amar o próximo


Há pessoas que, por caridade espiritual, carregam os fardos dos outros para além das suas próprias forças, recordando-se daquela passagem: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos». 

Há outras que, embora tenham indubitavelmente recebido de Deus força para assumir responsabilidade pelos outros, não tomam sobre si esta carga pela salvação dos seus irmãos. São pessoas que lamento, porque não têm caridade. 

Às primeiras aplico as seguintes palavras: «Se conseguires retirar o precioso do vil, serás como a minha boca» (Jer 15,19); e: «Como tiveres feito assim se fará contigo» (Abd 1,15). 

Vi um doente curar, com a sua fé, a enfermidade de outro doente, usando para com Deus uma louvável desfaçataz, ao dar a sua alma pela alma de seu irmão, com toda a humildade; curando-o, curou-se a si próprio. E vi outro que fazia o mesmo, mas por orgulho, e que ouviu a seguinte reprimenda: «Médico, cura-te a ti próprio» (Lc 4,23).

Leituras do dia

 04 de Maio de 2018
Sexta-feira da 5ª semana da Páscoa

Livro dos Actos dos Apóstolos 15,22-31. 
Naqueles dias, os Apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja de Jerusalém, resolveram escolher alguns irmãos, para os mandarem a Antioquia com Barnabé e Paulo: eram Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens de autoridade entre os irmãos. 
Mandaram por eles esta carta: «Os Apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia. 
Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras, 
resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos, juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo, 
homens que expuseram a sua vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. 
Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões. 
O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis: 
abster-vos da carne imolada aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem, evitando tudo isso. Adeus». 
Feitas as despedidas, os delegados desceram a Antioquia, onde reuniram a assembleia e entregaram a carta. 
Quando a leram, todos ficaram contentes com aquelas palavras de estímulo. 

Livro de Salmos 57(56),8-9.10-12. 
Firme está meu coração, ó Deus; meu coração está firme: 
quero cantar e salmodiar. 
Desperta, minha alma; despertai, lira e cítara: 

quero acordar a aurora. 
Louvar-Vos-ei, Senhor, entre os povos, 
cantar-Vos-ei entre as nações; 

porque aos céus se eleva a vossa bondade 
e até às nuvens a vossa fidelidade. 

Evangelho segundo S. João 15,12-17. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. 
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. 
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. 
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. 
Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. 
O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».