terça-feira, 11 de março de 2014

Jesus e o demónio

Muitas pessoas sentem-se desconfortáveis ou até mesmo amedrontadas quando o assunto é Satanás e os seus demónios. Isso deve-se, talvez, à ajuda prestada pela literatura e pelo cinema que, com suas representações, envolveu com um ar de mistério e temor a existência de entidades demoníacas e sua ação no mundo. Em alguns casos, vemos atitudes de total aversão ao tema, e em outros, uma curiosidade que vai da mais simples até a mais obsessiva.
Para os católicos, a existência do Diabo e seus demónios é uma verdade de fé. Isso significa que, para aqueles que aderem à Igreja Católica Apostólica Romana, crer na existência dos demónios não é uma opção. Trata-se de condição sine qua non, ou seja, não há um meio de se dizer católico sem se crer naquilo que a Igreja crê e ensina: que Satanás e seus anjos existem e atuam no mundo de modo a perder as almas. Diante disso não há o que temer, pois estudar e entender os seres demoníacos acaba por ser uma importante arma para evitar as suas ciladas. Para tanto, o ponto de partida será a teologia dogmática e o ponto de chegada a teologia ascético-mística. Este documento, no seu decorrer, abordará questões basilares tais como a existência do demônio e suas ações para perder as almas (da tentação até a possessão, passando por todos os níveis dos ataques diabólicos).
O Catecismo da Igreja Católica, no número 391, traz uma citação do IV Concílio de Latrão: "Com efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em (sua) natureza mas que se tornaram maus por sua própria iniciativa". Ora, eles foram criados bons por Deus, mas, livremente escolheram rejeitá-Lo. Assim, pecaram contra Deus de maneira irrevogável. Movidos pelo ódio e pela inveja agiram e continuam agindo para a perdição das almas dos homens. Até mesmo Jesus foi alvo das suas tentações. O Catecismo segue explicando:
A Escritura atesta a influência nefasta daquele que Jesus chama de "homicida desde o princípio" (Jo 8,44) e que até chegou a tentar desviar Jesus da missão recebida do Pai. "Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para desviar as obras do Diabo" (1Jo 3,9). A mais grave dessas obras, devido às suas consequências, foi a sedução mentirosa que induziu o homem a desobedecer a Deus. (CIC 394)
Os sinais que corroboram a crença perene da Igreja na existência de Satanás e seus demônios, podem ser verificados nos textos da Sagrada Escritura e nos documentos e escritos do Magistério e da Tradição. Embasada nestes três pilares, não há como negar que esta crença faz parte da essência da fé católica.
O Padre José Antonio Sayés Bermejo, um dos teólogos mais importantes da atualidade, com mais de quarenta obras publicadas de teologia e filosofia, escreveu o livro “O Demónio: realidade ou mito?”, publicado pela Ed. Paulus, ele explica que o Antigo Testamento praticamente não fala da existência de Satanás e dos seus demónios, mas que o Novo Testamento apresenta uma explosão sobre o tema. Considerando-se os vocábulos que dizem respeito ao demónio, satanás, possessões, etc., o Novo Testamento apresenta cerca de 511 referências.
Como explicar essa desproporção entre o Antigo e o Novo Testamento? A pedagogia divina. No início da história da salvação, Deus estabelece com Abraão uma aliança e pede que não haja outros deuses além Dele (Ex 20,3). Com o passar do tempo, ensina ao povo de Israel que não existem outros deuses além Dele e, por meio dos profetas, inaugura a luta para livrar Israel da idolatria.
Quando o povo de Israel aceitou Deus como "Criador" e entendeu que o Diabo e seus demônios são também “criaturas”, apareceram as primeiras referências a eles. Isso se deu na época dos escritos sapienciais. Já no chamado intertestamento, tempo em que se não se teve escritos canónicos, mas tão-somente apócrifos, tais como os Manuscritos de Qumram, o I Livro de Enoc e outros relatos da apocalíptica judaica, começaram as primeiras elaborações teológicas acerca do Diabo e os seus demónios.
Na plenitude dos tempos, quando Jesus veio ao mundo, nem todo o povo de Israel cria na existência de Satanás. Não era uma unanimidade de pensamento, como no caso dos saduceus que não criam de modo algum nos seres demoníacos. Portanto, é possível dizer que os teólogos modernos cometem um grave erro quando afirmam que a sociedade em que Jesus viveu possuía uma visão “mágica” das coisas e que Ele não se quis dar ao trabalho de desmitificar. Segundo inúmeros relatos, Jesus soube contrapor-se muito bem à mentalidade da época, sem nunca fazer concessões.
Segundo o Pe. Sayés, Jesus cria na existência do Diabo e, para comprovar essa afirmação, apresenta três critérios: 1. a múltipla atestação: são inúmeras as referências existentes nos Evangelhos que narram a ação de Jesus contra os demónios; 2. a questão da descontinuidade: o povo de Israel esperava um Messias político, que o libertasse da opressão dos romanos (quebrando esta expectativa, Jesus prega a conversão e o Reino dos Céus); 3. a identidade de Jesus.
Em relação ao segundo critério, Joachim Jeremias, famoso exegeta protestante que se especializou no estudo do Jesus histórico, é categórico ao afirmar que as três tentações de Jesus no deserto versam sobre o messianismo político. A primeira, que propõe transformar pedras em pães, pode ser interpretada como uma tentativa de induzir o Senhor Jesus a ser o “novo Moisés”, libertando o povo como Moisés libertou o povo do Egito; a segunda, como receber os reinos do mundo para governar; a terceira, como transformar-se numa espécie de "super-homem", realizando algo fantástico e, então, ser seguido por todos.
Todas tentações políticas. Essa espécie de sedução rondou Jesus durante todo o seu ministério, mas Ele sempre resistiu, apresentando o Reino dos Céus como uma realidade espiritual. Portanto, o seu inimigo era Satanás e os seus demónios, não César.
Interessante são as palavras de Jesus, na famosa passagem em que foi acusado pelos fariseus de expulsar demónios em nome de Belzebu. Esse fato foi narrado nos Evangelhos de Marcos e Lucas, e também no de Mateus, do qual transcrevemos:
Jesus e Beelzebu - Então trouxeram-lhe um endemoninhado cego e mudo. E ele o curou, de modo que o mudo podia falar e ver. Toda a multidão ficou espantada e pôs-se a dizer: “Não será este o Filho de Davi?” Mas os fariseus, ouvindo isso, disseram: “Ele não expulsa os demônios, senão por Beelzebu, príncipe dos demónios”.
Conhecendo os seus pensamentos, Jesus lhes disse: “Todo reino dividido contra si mesmo acaba em ruína e nenhuma cidade ou casa dividida contra si mesma poderá subsistir. Ora, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo. Como, então, poderá subsistir seu reinado? Se eu expulso os demónios por Beelzebu, por quem os expulsam os vossos adeptos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demónios, então o Reino de Deus já chegou a vós. (12,22-28)
Trata-se de um texto evidentemente semítico e permeado de linguagem arcaica. Nisso, os exegetas veem um sinal claro de que se trata realmente de um fato histórico, novamente tomando por base o princípio da múltipla atestação. O reinado de Deus está intrinsecamente ligado ao combate contra Satanás, pois Jesus veio para romper a escravidão produzida pelo pecado para que Deus reine.
O terceiro critério citado pelo Pe. Sayés é a própria identidade de Jesus e a salvação que Ele veio trazer. Ela não se compreende sem se considerar a existência do Diabo e dos seus demónios. Jesus veio para livrar o homem do pecado, da morte e do Diabo. Esta realidade é tão presente no Novo Testamento que, se for retirada, tudo perde o seu sentido. É por isso que se constitui quase que uma traição ao Evangelho a tendência moderna de desmitologização do Novo Testamento encarnada por Rudolf Bultmann. Crer que Jesus Cristo não combateu a Satanás e os seus demónios é crer num Jesus diferente daquele narrado nos Evangelhos.
Jesus poderia ter dado aos fariseus qualquer outra resposta, até mesmo negando a existência de Beelzebu, já que não era uma crença unânime entre os judeus, conforme já dito. Mas não, Jesus foi enfático ao dizer que expulsava “pelo dedo de Deus”, definindo Ele mesmo sua obra de salvação.
Da mesma forma, o Novo Testamento, quando se refere ao Diabo, o faz sempre no viés soteriológico. Não existem grandes explicações acerca da natureza demoníaca, nem mesmo uma teoria a esse respeito. Os Santos Padres, porém, são unânimes em confirmar a existência dos demônios e passam a especular sobre a natureza deles. Eles baseiam-se principalmente nos livros apócrifos, o que acabou por gerar algumas explicações absurdas. Finalmente, na Idade Média, com Santo Tomás de Aquino, firmou-se um pensamento teológico especulativo bastante sólido acerca da natureza do Diabo e seus demónios e do modo como eles agem.
Ao abordar um tema que suscita reações tão adversas entre as pessoas, mas que, ao mesmo tempo compõe de maneira inequívoca o depósito da fé católica, pretende-se iluminar, com a luz da Igreja, o que foi obscurecido pelo medo e pelo desconhecimento. Falar de Satanás e de seus demónios implica antes e principalmente falar da salvação comprada ao preço do precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo na cruz.

Demonologia

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Nos dias de hoje, muitas pessoas se sentem desconfortáveis ou até mesmo amedrontadas quando o assunto é Satanás e os seus demónios. Qualquer menção, por menor que seja, sobre o Maligno faz brotar nas suas mentes uma série de representações cheias de terror. Já outras, provavelmente influenciadas pela literatura e pelo cinema, são atraídas pelo mistério que envolve o tema. Porém, uma coisa é certa, falar do demónio suscita as reações mais adversas entre as pessoas.
O conhecimento da existência e da ação de Satanás e seus demónios é essencial. Consciente desta necessidade será dado o ensinamento do Magistério da Igreja a respeito dessa verdade da fé.
Da existência do demónio à suas ações para perder as almas. Da tentação até a possessão, passando por todos os níveis dos ataques diabólicos. Do satanismo à feitiçaria. Enfim, de maneira sistemática, uma visão e um aprendizado valioso e de grande auxílio para o combate espiritual vivido por todo cristão.

A Não Perder!!
 
 
Terça-feira da 1ª semana da Quaresma
11-03-2014

Comentário do dia
São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir
A Oração Dominical, 11-12 (trad. Breviário)

«Santificado seja o teu nome»
Caríssimos irmãos, devemos lembrar-nos e saber que, chamando a Deus nosso Pai, devemos proceder como filhos de Deus. […] Vivamos como templos de Deus, de modo que a nossa vida seja um testemunho da presença de Deus em nós. Não sejam indignas do Espírito as nossas acções. […] O santo apóstolo escreveu na sua epístola: «Não vos pertenceis a vós mesmos, porque fostes comprados por grande preço. Glorificai a Deus no vosso corpo» (1Cor 6,19).

Dizemos: «Santificado seja o vosso nome», não para exprimir o desejo de que Deus seja santificado com as nossas orações, mas para pedirmos ao Senhor que o seu nome seja santificado em nós. Aliás, por quem poderá Deus ser santificado, se é Ele próprio quem santifica? Mas, porque Ele disse: «Sede santos, porque Eu sou santo» (Lv 20,26), pedimos e rogamos para que, uma vez santificados no baptismo, perseveremos no que principiámos a ser. E isto pedimo-lo todos os dias.

Terça-feira da 1ª semana da Quaresma

Foto: Terça-feira da 1ª semana da Quaresma 
11-03-2014

Livro de Isaías 55,10-11. 
 
Assim fala o Senhor: «Assim como a chuva e a neve descem do céu não voltam para lá, sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê semente ao semeador e pão para comer, 
o mesmo sucede à palavra que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, sem ter realizado a minha vontade e sem cumprir a sua missão. 

Livro de Salmos 34(33),4-5.6-7.16-17.18-19.  
Enaltecei comigo o Senhor, 
exaltemos juntos o seu nome. 
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me, 
libertou-me de toda a ansiedade. 

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes, 
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha. 
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu, 
salvou-o de todas as angústias. 

Os olhos do Senhor estão voltados para os justos 
e os seus ouvidos estão atentos ao seu clamor. 
A ira do Senhor volta-se contra os malfeitores, 
para apagar da terra a sua memória. 

Os justos clamaram e o Senhor atendeu-os, 
e livrou-os das suas angústias. 
O Senhor está perto dos corações contritos 
e salva os espíritos abatidos. 

Evangelho segundo S. Mateus 6,7-15.  

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. 
Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.» 
«Rezai, pois, assim:'Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome, 
venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra. 
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia; 
perdoa as nossas ofensas, como nós perdoámos a quem nos tem ofendido; 
e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.’ 
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. 
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»Livro de Isaías 55,10-11.
Assim fala o Senhor: «Assim como a chuva e a neve descem do céu não voltam para lá, sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê semente ao semeador e pão para comer,
o mesmo sucede à palavra que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, sem ter realizado a minha vontade e sem cumprir a sua missão.


Livro de Salmos 34(33),4-5.6-7.16-17.18-19.
Enaltecei comigo o Senhor,
exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

Os olhos do Senhor estão voltados para os justos
e os seus ouvidos estão atentos ao seu clamor.
A ira do Senhor volta-se contra os malfeitores,
para apagar da terra a sua memória.

Os justos clamaram e o Senhor atendeu-os,
e livrou-os das suas angústias.
O Senhor está perto dos corações contritos
e salva os espíritos abatidos.



Evangelho segundo S. Mateus 6,7-15.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos.
Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.»
«Rezai, pois, assim:'Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome,
venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;
perdoa as nossas ofensas, como nós perdoámos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.’
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós.
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»

domingo, 9 de março de 2014

PAPA FRANCESCO
ANGELUS
Piazza San Pietro
I Domenica di Quaresima, 9 marzo 2014
 

Cari fratelli e sorelle, buongiorno!
il Vangelo della prima domenica di Quaresima presenta ogni anno l’episodio delle tentazioni di Gesù, quando lo Spirito Santo, sceso su di Lui dopo il battesimo nel Giordano, lo spinse ad affrontare apertamente Satana nel deserto, per quaranta giorni, prima di iniziare la sua missione pubblica.
Il tentatore cerca di distogliere Gesù dal progetto del Padre, ossia dalla via del sacrificio, dell’amore che offre se stesso in espiazione, per fargli prendere una strada facile, di successo e di potenza. Il duello tra Gesù e Satana avviene a colpi di citazioni della Sacra Scrittura. Il diavolo, infatti, per distogliere Gesù dalla via della croce, gli fa presenti le false speranze messianiche: il benessere economico, indicato dalla possibilità di trasformare le pietre in pane; lo stile spettacolare e miracolistico, con l’idea di buttarsi giù dal punto più alto del tempio di Gerusalemme e farsi salvare dagli angeli; e infine la scorciatoia del potere e del dominio, in cambio di un atto di adorazione a Satana. Sono i tre gruppi di tentazioni: anche noi li conosciamo bene!
Gesù respinge decisamente tutte queste tentazioni e ribadisce la ferma volontà di seguire la via stabilita dal Padre, senza alcun compromesso col peccato e con la logica del mondo. Notate bene come risponde Gesù. Lui non dialoga con Satana, come aveva fatto Eva nel paradiso terrestre. Gesù sa bene che con Satana non si può dialogare, perché è tanto astuto. Per questo Gesù, invece di dialogare come aveva fatto Eva, sceglie di rifugiarsi nella Parola di Dio e risponde con la forza di questa Parola. Ricordiamoci di questo: nel momento della tentazione, delle nostre tentazioni, niente argomenti con Satana, ma sempre difesi dalla Parola di Dio! E questo ci salverà. Nelle sue risposte a Satana, il Signore, usando la Parola di Dio, ci ricorda anzitutto che «non di solo pane vivrà l’uomo, ma di ogni parola che esce dalla bocca di Dio» (Mt 4,4; cfr Dt 8,3); e questo ci dà forza, ci sostiene nella lotta contro la mentalità mondana che abbassa l’uomo al livello dei bisogni primari, facendogli perdere la fame di ciò che è vero, buono e bello, la fame di Dio e del suo amore. Ricorda inoltre che «sta scritto anche: “Non metterai alla prova il Signore Dio tuo”» (v. 7), perché la strada della fede passa anche attraverso il buio, il dubbio, e si nutre di pazienza e di attesa perseverante. Gesù ricorda infine che «sta scritto: “Il Signore, Dio tuo, adorerai: a lui solo renderai culto”» (v. 10); ossia, dobbiamo disfarci degli idoli, delle cose vane, e costruire la nostra vita sull’essenziale.
Queste parole di Gesù troveranno poi riscontro concreto nelle sue azioni. La sua assoluta fedeltà al disegno d’amore del Padre lo condurrà dopo circa tre anni alla resa dei conti finale con il «principe di questo mondo» (Gv 16,11), nell’ora della passione e della croce, e lì Gesù riporterà la sua vittoria definitiva, la vittoria dell’amore!
Cari fratelli, il tempo della Quaresima è occasione propizia per tutti noi per compiere un cammino di conversione, confrontandoci sinceramente con questa pagina del Vangelo. Rinnoviamo le promesse del nostro Battesimo: rinunciamo a Satana e a tutte le sue opere e seduzioni – perché è un seduttore lui –, per camminare sui sentieri di Dio e «giungere alla Pasqua nella gioia dello Spirito» (Orazione colletta della I Dom. di Quaresima Anno A).

Dopo l'Angelus:
Rivolgo un cordiale saluto ai fedeli di Roma e a tutti i pellegrini!
Saluto i gruppi parrocchiali provenienti da Biella e Vercelli, da Laura di Paestum, San Marzano, Aosta, Latina, Avellino e Pachino.
Saludo al Colegio “Santa María” de Elche, España.
Un pensiero speciale va ai ragazzi di Rosolina che domenica prossima riceveranno la Cresima, a quelli della Toscana che fanno a Roma la “promessa” di seguire Gesù, e a quelli di Paderno Dugnano, Seregno, Bellaria e Curno. Saluto anche i genitori e i bambini di Cabiate.
Durante questa Quaresima, teniamo presente l’invito della Caritas Internazionale nella sua campagna contro la fame nel mondo. Auguro a tutti che il cammino quaresimale da poco iniziato sia ricco di frutti; e domando a voi un ricordo nella preghiera per me e per i collaboratori della Curia Romana, che questa sera inizieremo la settimana di Esercizi spirituali. Grazie.
Buona domenica e buon pranzo. Arrivederci!

A conferência, de entrada livre, acontece na próxima sexta feira, dia 14, às 21h30 no Cine-Teatro Constantino Nery.
Subordinada ao tema "Cultura Cidadania Fé", contará também com um momento musical pela Escola de Música Óscar da Silva e no final a plateia poderá interpelar os conferencistas - José Tolentino Mendonça, Manuel Sobrinho Simões e Jaume Aymar.
Um evento cultural imperdível!