terça-feira, 31 de dezembro de 2024

A origem e o fundador

O Cantinho da Teologia é um projeto criado por Fernando Ilídio (https://1drv.ms/w/c/ef3b2927a485edd6/EdnbIQBFv_VCgH3FXGUH74oBg9fpzWczQrYF3hhv6FnNew), com o objetivo de divulgar e partilhar conteúdos teológicos de forma acessível e relevante para o público em geral. Através deste projeto, ele procura promover um espaço de reflexão sobre temas de fé, Igreja e cultura, proporcionando materiais que ajudem na compreensão e aprofundamento da teologia.

O projeto tem como base um blogue onde são publicadas várias reflexões, artigos, entrevistas e outros recursos relacionados com a teologia e a espiritualidade. O "Cantinho da Teologia" visa ser um ponto de encontro para pessoas interessadas em explorar questões teológicas, seja de forma mais académica ou mais prática, no contexto da vida quotidiana.

Além disso, o projeto também procura envolver os leigos no diálogo teológico e na reflexão sobre a missão da Igreja, alinhando-se com as orientações do Papa Francisco sobre a importância da participação ativa dos leigos na vida e missão da Igreja.

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

1 minuto de liturgia

Gestos e Atitudes na Liturgia

Hoje, através de imagens, tentarei ajudar em dois momentos:

Durante a profissão de Fé (Credo) há um momento importante em que se faz uma inclinação profunda. Acontece é que, talvez pela força da expressão " Desceu dos Céus" muitos fazem erradamente a inclinação nesse preciso momento. A inclinação de que vos falo tem início apartir da parte em que se diz "E encarnou pelo Espírito Santo" e termina em " e Se fez homem"., porque é aqui que se refere a manifestação de Deus, e assim nós inclinados em sinal de adoração e respeito.

O outro momento é no início do Evangelho, em que fazemos três vezes o sinal da Cruz( Persignação). Uma vez na testa, outra nos lábios e outra no coração. O que se deve dizer durante este momento é: "Abri Senhor o meu pensamento, os meus lábios e o meu coração para melhor transmitir a Vossa Palavra".
Fernando Ilídio,® in Cantinho da Teologia

terça-feira, 5 de novembro de 2024

A Fé e a Razão

A Fé e a Razão

A ciência é uma sabedoria divina!  Não se pode olhar para a Ciência e dizer que ela é anti-religião, pelo contrário, a Fé e a Razão caminham de mãos dadas. Cada um tem a "sua" fé,  mas cada um tem também que ter essa noção para entender que existe também a medicina, existem os meios para através da ciência se chegar ao Divino, é a razão humana, é fruto da consciência de Deus. Nós temos a parcela divina em nós, ela está na nossa consciência. O Homem não se divide, nós não somos três em um só, nós somos, corpo, alma e espírito, nós somos uma unidade. Po isso a razão completamenta a fé, a ciência complementa a religião.


Fernando Ilídio- Cantinho da Teologia®


quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Santa Maria Mãe de Deus

A oração "Avé Maria" é, sem dúvida, das orações marianas de maior relevo no mundo. Ela é rezada todos os dias por milhões de católicos, chega a ser recitada até duzentas vezes, quando rezam o rosário ao longo do dia. 
Na época medieval era conhecida como “Saudação angélica”, é o resultado de um longo processo.

É uma oração composta de duas partes: uma de louvor e a outra de súplica.

A sua primeira parte é tirada do Evangelho segundo São Lucas: consiste na saudação do Anjo Gabriel a Maria: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28), e na saudação de Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!” (Lc 1,42).

No início, esta união entre as duas saudações era encontrada somente na liturgia, e só mais tarde é que se tornou numa oração popular. O seu uso como fórmula de oração começou nos mosteiros, em torno do ano 1000 e foi, aos poucos difundindo-se, tornando-se universal no século XIII. O texto, porém, compreendia somente a primeira parte, sem o nome de Jesus.

Como surgiu a oração da Ave Maria?

Foi somente no século XV que se acrescentou a segunda parte da Ave Maria: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém.” E foi nesta época também que se acrescentou o nome “Jesus” no final da primeira parte.

Esta segunda parte é de origem popular-eclesial e também foi surgindo gradualmente.
Vale a pena lembrar o sermão no qual S. Bernardino de Senna (+ 1444), ao comentar a Ave-Maria, disse que, ao final desta, se poderia acrescentar “Santa Maria, rogai por nós pecadores”. A súplica a Maria, começa com o adjetivo santa, porque Maria é a primeira entre todos os santos venerados pela Igreja, pois somente Ela é “cheia de graça”.

Esta parte tem gerado alguma controvérsia entre algumas Igrejas Cristãs (não Católicas) por existir referência a Maria como mãe de Deus. Ora é precisamente aqui que esta oração ganha a sua força, senão vejamos:
Maria foi escolhida por Deus para ser Mãe de Jesus Cristo o Messias e Filho de Deus(Lc 1,28). Esta escolha torna Maria Mãe do menino Deus verbo encarnado (lógos em latim), que através dela assume a natureza humana.
Conforme ensina a Doutrina da Igreja Católica, “Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus porque é a mãe de Jesus (Jo 2,1; 19,25). Com efeito, aquele que foi concebido por obra do Espírito Santo e que se tornou verdadeiramente seu Filho é o Filho eterno de Deus Pai. Ele mesmo é Deus”. (nº 495, 509). Por essa razão, a chamamos de “Santa Mãe de Deus” e a Igreja reconhece suas múltiplas virtudes e sua importância para o plano de salvação da humanidade.

A fórmula atual da Ave Maria, que se difundiu lentamente, foi divulgada no breviário publicado em 1568, por ordem do papa Pio V.

Fernando Ilídio 
https://ocantinhodateologia.blogspot.com/2019/01/entrevista-especial-2019.html 

in Cantinho da Teologia ®



domingo, 21 de abril de 2024

IV Domingo de Páscoa - Ano B

PRIMEIRA LEITURA
Actos 4, 8-12

«Em nenhum outro há salvação»

Leitura dos Actos dos Apóstolos

Naqueles dias, Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e anciãos, já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e o modo como ele foi curado, ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se encontra perfeitamente curado na vossa presença. Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que veio a tornar-se pedra angular. E em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos».

Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL
Salmo 117 (118),1 e 8-9.21-23.26.28cd.29 (R. 22)

Refrão: A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular. Repete-se

Ou: Aleluia Repete-se

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos homens.
Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos poderosos. Refrão

Eu Vos darei graças porque me ouvistes
e fostes o meu Salvador.
A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos. Refrão

Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos bendizemos.
Vós sois o meu Deus: eu vos darei graças.
Vós sois o meu Deus: eu Vos exaltarei.
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia. Refrão

SEGUNDA LEITURA
1 Jo 3, 1-2

«Veremos a Deus tal como Ele é»

Leitura da Primeira Epístola de São João

Caríssimos: Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele. Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele é.

Palavra do Senhor.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Jo 10, 14

Refrão: Aleluia. Repete-se

Eu sou o bom pastor, diz o Senhor:
conheço as minhas ovelhas
e as minhas ovelhas conhecem-Me. Refrão

EVANGELHO
Jo 10, 11-18

«O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas»

+

 Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus: «Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai».

Palavra da salvação.