domingo, 13 de maio de 2018

Momento de reflexão


Ascensão do Senhor - Solenidade

Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense 
Sermão para a Ascensão

«A vossa vida está a partir de agora escondida com Cristo em Deus» (Col 3,3)


«Pai, quero que aqueles que Me deste estejam comigo onde Eu estou, e que contemplem a minha glória» (Jo 17,24). Felizes aqueles que têm agora por advogado diante de Deus o seu Juiz em pessoa; felizes os que têm por intercessor Aquele que devemos adorar como adoramos o Pai, a quem Ele dirige esta súplica! O Pai não pode recusar satisfazer este desejo expresso pelos seus lábios (Sl 20,3), pois, sendo um só e mesmo Deus, tem com Ele uma única vontade, um único poder. [...] «Quero que, aqui onde estou, eles estejam comigo». Que segurança para aqueles que têm fé, que confiança para os crentes! [...] Os santos, cuja «juventude se renova como a da águia» (Sl 102,5), «abrem as suas asas como a águia» (Is 40,31). [...] 

Nesse dia, Cristo «elevou-Se sob o olhar dos seus discípulos e desapareceu numa nuvem» (At 1,9). [...] Fazendo-Se amar por eles, queria que o coração dos discípulos O seguisse; e prometeu-lhes, pelo exemplo do seu corpo, que os seus corpos poderiam elevar-se do mesmo modo. [...] Hoje, Cristo «cavalga os querubins e voa nas asas do vento» (Sl 17,11), quer dizer, ultrapassa o poder dos anjos. E, no entanto, na sua condescendência para com a tua fraqueza, «como águia que vigia os seus filhotes», quer «pegar-te e levar-te aos ombros» (Dt 32,11). [...] Há quem voe com Cristo pela contemplação; que tu o faças ao menos pelo amor. 

Irmão, pois que Cristo, teu tesouro, subiu hoje ao Céu, que também esteja aí o teu coração (Mt 6,21). É lá no alto que está a tua origem, é lá que se encontra a tua parte da herança (Sl 16,5), é de lá que esperas o Salvador (Fil 3,20).

Comentário do dia

Domingo, dia 13 de Maio de 2018

Ascensão do Senhor (semana III do saltério)

Ascensão do Senhor

A Festa da Ascensão de Jesus que hoje celebramos, sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere, também, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto libertador de Deus para os homens e para o mundo.

No Evangelho, Jesus ressuscitado aparece aos discípulos, ajuda-os a vencer a desilusão e o comodismo e envia-os em missão, como testemunhas do projecto de salvação de Deus. De junto do Pai, Jesus continuará a acompanhar os discípulos e, através deles, a oferecer aos homens a vida nova e definitiva.

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus - a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo "caminho" que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens, continuar o projecto de Jesus.

A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa "esperança" de mãos dadas com os irmãos - membros do mesmo "corpo" - e em comunhão com Cristo, a "cabeça" desse "corpo". Cristo reside no seu "corpo" que é a Igreja; e é nela que se torna, hoje, presente no meio dos homens.

Leituras do dia

  
Ascensão do Senhor - Solenidade

Livro dos Actos dos Apóstolos 1,1-11. 
No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio 
até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. 
Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. 
Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual – disse Ele – Me ouvistes falar. 
Na verdade, João batizou com água; vós, porém, sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». 
Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?». 
Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; 
mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria, e até aos confins da terra». 
Dito isto, elevou-Se à vista deles, e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. 
E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, 
que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu». 

Livro de Salmos 47(46),2-3.6-9. 
Povos todos, batei palmas, 
aclamai a Deus com brados de alegria, 
porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível, 
o rei soberano de toda a terra. 

Deus subiu entre aclamações, 
o Senhor subiu ao som da trombeta. 
Cantai hinos a Deus, cantai, 
cantai hinos ao nosso rei, cantai. 

Deus é rei do universo: 
cantai os hinos mais belos. 
Deus reina sobre os povos, 
Deus está sentado no seu trono sagrado. 

Carta aos Efésios 1,17-23. 
Irmãos: O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação para O conhecerdes plenamente 
e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos 
e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes. Assim 
o mostra a eficácia da poderosa força que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus, 
acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há-de vir. 
Tudo submeteu aos seus pés e pô-l’O acima de todas as coisas, como cabeça de toda a Igreja, 
que é o seu corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos. 

Evangelho segundo S. Marcos 16,15-20. 
Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.
Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. 
Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; 
se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados».
E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. 
Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam. 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Momento de reflexão


Sexta-feira da 6ª semana da Páscoa

São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja 
Comentário sobre S. João

Alegria pela visão do Senhor ressuscitado, alegria pela visão da glória


Depois de ter aplicado a comparação [da mulher que dá à luz] à tristeza dos apóstolos, o Senhor aplica-a à alegria futura dos mesmos apóstolos, dizendo-lhes: «Eu hei de ver-vos de novo». Não lhes diz: «ver-Me-eis», mas «Eu hei de ver-vos», porque o facto de Se mostrar provém da sua misericórdia, que é significada pelo seu olhar. Diz, pois: «Eu hei de ver-vos de novo», tanto no momento da ressurreição, como na glória futura: «Os teus olhos contemplarão um rei no seu esplendor» (Is 33,17). 

Em seguida, promete-lhes a alegria do coração e a exultação, dizendo-lhes: «O vosso coração se alegrará», com a alegria de Me ver ressuscitado. Por isso, a Igreja canta: «Eis o dia que fez o Senhor, alegremo-nos e nele rejubilemos» (Sl 117,24). E «o vosso coração se alegrará» também pela visão da glória: «saciar-me de alegria na tua presença» (Sl 15,11). Com efeito, todos os seres encontram naturalmente a sua alegria na contemplação da realidade amada. Ora, ninguém pode ver a essência divina sem a amar. Deste modo, a alegria acompanha necessariamente esta visão: «Vê-l'O-eis» conhecendo-O pela inteligência, «e o vosso coração alegrar-se-á» (Is 60,5); e essa alegria refletir-se-á no corpo, quando este for glorificado. Isaías acrescenta: «os vossos ossos retomarão vigor» (Is 66,14). «Entra na alegria do teu Senhor» (Mt 25,21). 

Finalmente, o Senhor promete uma alegria que durará para sempre quando diz: «a vossa alegria», aquela que tireis quando eu ressuscitar. «Rejubilo de alegria no Senhor» (Is 61,10); «e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» porque «Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não morrerá; a morte não tem mais domínio sobre Ele» (Rom 6,9). Ou ainda, «a vossa alegria», a alegria de gozar da glória, «ninguém vos poderá tirar», porque não pode ser perdida e é perpétua: «com a alegria estampada nos seus rostos» (Is 35,10). 

Com efeito, ninguém tirará esta alegria a si próprio pelo pecado, porque nessa altura a vontade de todos estará firmada no bem; e também ninguém tirará esta alegria a outro, porque nessa altura não haverá violência nem ninguém prejudicará outro.

Leituras do dia

11 de Maio de 2018
Sexta-feira da 6ª semana da Páscoa

Livro dos Actos dos Apóstolos 18,9-18. 
Quando Paulo estava em Corinto, certa noite o Senhor disse-lhe numa visão: «Não temas, continua a falar, 
que Eu estou contigo e ninguém porá as mãos sobre ti, para te fazer mal, pois tenho um povo numeroso nesta cidade». 
Então Paulo demorou-se ali ano e meio a ensinar aos coríntios a palavra de Deus. 
Quando Galião era procónsul da Acaia, os judeus levantaram-se todos contra Paulo e levaram-no ao tribunal, 
dizendo: «Este homem induz as pessoas a prestarem culto a Deus à margem da lei». 
Quando Paulo ia a abrir a boca, disse Galião aos judeus: «Judeus, se se tratasse de alguma injustiça ou grave delito, escutaria certamente as vossas queixas, como é meu dever. 
Uma vez, porém, que são questões de doutrina e de nomes da vossa própria lei, o assunto é convosco. Eu não quero ser juiz dessas coisas». 
E mandou-os sair do tribunal. 
Todos então se apoderaram de Sóstenes, chefe da sinagoga, e começaram a bater-lhe em frente do tribunal. Mas Galião não se importou nada com isso. 
Paulo demorou-se ainda algum tempo em Corinto; depois despediu-se dos irmãos e embarcou para a Síria, em companhia de Priscila e Áquila, e rapou a cabeça em Cêncreas, por causa de um voto que fizera. 

Livro de Salmos 47(46),2-3.4-5.6-7. 
Povos todos, batei palmas, 
aclamai a Deus com brados de alegria, 
porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível, 
o rei soberano de toda a terra. 

Submeteu os povos à nossa obediência 
e pôs as nações a nossos pés. 
Para nós escolheu a nossa herança, 
glória de Jacob, por Ele amado. 

Deus subiu entre aclamações, 
o Senhor subiu ao som da trombeta. 
Cantai hinos a Deus, cantai, 
cantai hinos ao nosso rei, cantai. 

Evangelho segundo S. João 16,20-23a. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: Chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria.
A mulher, quando está para ser mãe, sente angústia, porque chegou a sua hora. Mas depois que deu à luz um filho, já não se lembra do sofrimento, pela alegria de ter dado um homem ao mundo.
Também vós agora estais tristes; mas Eu hei de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.
Nesse dia, não Me fareis nenhuma pergunta».

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Momento de reflexão

Quarta-feira da 6ª semana da Páscoa

Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego 
Catequeses, 33; SC 113

«Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena»


A «chave do conhecimento» (Lc 11,52) é a graça do Espírito Santo, que é dada pela fé. Pela iluminação, ela produz um conhecimento muito real, e mesmo o conhecimento completo. Ela abre o nosso espírito fechado na obscuridade, muitas vezes com parábolas e símbolos, mas também com declarações mais claras. [...] Prestai pois muita atenção ao sentido espiritual da palavra. Se a chave não for adequada, a porta não se abrirá. Porque, como disse o Bom Pastor, «é a ele que o porteiro abre» (Jo 10,3). Mas, se a porta não se abrir, ninguém entra na casa do Pai, porque Cristo disse: «Ninguém vai ao Pai senão por Mim» (Jo 14,6). 

Ora, é o Espírito Santo quem primeiro abre o nosso espírito e nos ensina o que se refere ao Pai e ao Filho. Cristo disse-nos: «O Espírito da Verdade, que procede do Pai, e que Eu vos hei de enviar da parte do Pai, dará testemunho a meu favor, e guiar-vos-á a toda a verdade» (Jo 15,26; 16,13). Vede como, pelo Espírito, ou melhor, no Espírito, o Pai e o Filho Se dão a conhecer inseparavelmente. [...] 

Se chamamos ao Espírito Santo uma chave, é porque é primeiramente por Ele e n'Ele que o nosso espírito é iluminado. Uma vez purificados, somos iluminados pela luz do conhecimento. Somos batizados do alto, recebemos um novo nascimento e tornamo-nos filhos de Deus, como disse São Paulo: «O Espírito Santo intercede por nós com gemidos inefáveis» (Rom 8,26). E ainda: «Deus enviou aos nossos corações o Espírito que clama: "Abba, Pai"» (Gal 4,6). É por conseguinte Ele que nos mostra a porta, porta que é luz, e a porta ensina-nos que Aquele que habita esta casa é também luz inacessível.

Leituras do dia


09 de Maio de 2018
Quarta-feira da 6ª semana da Páscoa

Livro dos Actos dos Apóstolos 17,15.22-34.18,1. 
Naqueles dias, os que acompanhavam Paulo levaram-no a Atenas e voltaram em seguida, encarregados de transmitirem a Silas e a Timóteo a ordem de irem ter com Paulo o mais depressa possível. 
Um dia, Paulo, de pé no meio do Areópago, disse: «Atenienses, vejo que sois em tudo extremamente religiosos. 
Na verdade, quando eu andava percorrendo a vossa cidade e observando os vossos monumentos sagrados, encontrei até um altar com a inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem: Aquele que venerais sem O conhecer, é esse que eu vos anuncio. 
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe é o Senhor do céu e da terra. Não habita em templos feitos por mãos humanas, 
nem é servido pelas mãos dos homens, como se tivesse necessidade de alguma coisa. É Ele que a todos dá a vida, a respiração e tudo o mais. 
Criou de um só homem todo o género humano, para habitar sobre a superfície da terra, e fixou períodos determinados e os limites da sua habitação, 
para que os homens procurassem a Deus e se esforçassem realmente para O atingir e encontrar. Na verdade, Ele não está longe de cada um de nós. 
É n’Ele que vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dos vossos poetas: ‘Somos da raça de Deus’. 
Se nós somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e engenho do homem. 
Sem olhar a estes tempos de ignorância, Deus fez saber agora aos homens que todos e em toda a parte se devem arrepender;
pois Ele fixou um dia em que há-de julgar o universo com justiça por meio de um homem que escolheu, e deu a todos motivo de crédito, ressuscitando-O de entre os mortos». 
Ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, alguns zombavam, mas outros disseram: «Havemos de te ouvir falar disto ainda outra vez». 
Foi assim que Paulo saiu do meio deles. 
No entanto, alguns homens juntaram-se a Paulo e abraçaram a fé: entre eles, Dionísio, o Areopagita, e também uma mulher chamada Dâmaris, e outros com eles. 
Depois disto, Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto. 

Livro de Salmos 148(147),1-2.11-12ab.12c-14a.14bcd. 
Louvai o Senhor do alto dos céus, 
louvai-O nas alturas, 
Todos os seus anjos louvai-O, 
exércitos celestes louvai-O, 
sol e lua louvai-O, 
estrelas luminosas louvai-O. 

Reis e povos do mundo, 
príncipes e todos os juízes da terra, 
jovens e donzelas, 
velhos e crianças; 
e as crianças!  
Louvem todos o nome do Senhor, 

porque o seu nome é sublime, 
a sua majestade está acima do céu e da terra. 
Exaltou a força do seu povo: 
louvem-n’O todos os seus fiéis, 
os filhos de Israel, 
seu povo eleito. 

Evangelho segundo S. João 16,12-15. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora.
Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vos há de anunciá-lo.
Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vos há de anunciá-lo».